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  • II Semana de Psicologia: Diálogos na Multiplicidade

    A II Semana da Psicologia acontecerá nos dias 9 a 13 de agosto de 2010 na Universidade Federal do Espírito Santo, e tem por objetivo maior integração entre alunos e professores do curso de psicologia por meio de atividades desenvolvidas durante esse período, tais como oficinas, palestras, mini cursos, debates e mesas redondas. O evento é de grande importância visto que contribuirá para a formação acadêmica/ética/cidadã dos alunos e para a interlocução de áreas de trabalho dos professores envolvidos, seja como participantes, organizadores ou convidados.

    O evento pretende promover a integração dos que compõem a Graduação em Psicologia, assim como comemorar o dia do psicólogo que ocorre no mês de agosto, a partir da proposta de encontros produtivos entre professores e alunos da graduação por meio de atividades que agreguem e privilegiem a criação de um espaço para construção e troca de saberes entre ambos.

  • Mesas Redondas

    Políticas Públicas e Superação: conflitos e desafios

    Ética e Formação em Psicologia

    Neurociências e Psicologia: articulações e distanciamentos

    Psicologia e Urbanidade

    A Genealogia do Capixaba

  • Conversas

    Acesso, Permanência e Função Social da Universidade

    Luta Antimanicomial

    Programa de Educação Tutorial e Centro Acadêmico Libre de Psicologia

  • Oficinas

    Aquecimento Teatral

    Argila e Grupo

  • Mini-curso

    Neurociências como Ferramenta para o Desenvolvimento (Para participar é necessária inscrição prévia - 40 vagas)
  • Cine Clube CALPSI

    Exibição e debate do filme “O Fantático Sr. Raposo”

Genealogia do Capixaba é destaque com Viviane Mosé na II Semana de Psicologia da UFES

O que nos torna “capixabas”? Esta é uma pergunta que muitos nascidos no Estado do Espírito Santo fizeram e ainda se fazem. Dentre eles está a respeitada psicóloga, filósofa e poetiza Viviane Mosé.

Uma questão incomodou Viviane Mosé quando, 26 anos atrás, começou a construir seu destino: o Espírito Santo sempre ocupou uma posição obscura no cenário nacional e se pergunta: o que fez nossa cultura ser marcada por este desconhecimento, por este isolamento? Por que, apesar de estarmos próximos dos grandes centros urbanos e industriais, numa privilegiada posição geográfica litorânea, permanecemos por tanto tempo afastados do grande fluxo econômico que marcou a costa sul e sudeste do Brasil?

Viviane precebe hoje que, ao contrário do que viveu em sua juventude, o Espírito Santo começa a aparecer como uma alternativa para o país. Nascida da lama como a flor de lótus, nossa cultura de violência e desmandos políticos ressurge como um exemplo de cidadania, gestão pública. Estamos mudando a direção de um barco centenário que insistia em encalhar na lama, mas ainda é cedo. Estamos em plena luta contra forças retrógradas e excludentes, forças desagregadoras, destruidoras que dominaram nosso estado desde os primeiros tempos, diz a filósofa.

Para contruir, Viviane Mosé escreveu um livro intitulado “A Resistência Tapuia na Capitania do Espírito Santo” e optou por um mergulho histórico, tentando apreender o nascimento e os primeiros anos de colonização do solo Espírito-santense. Um ponto parecia se destacar: em 1710 foi proibida a construção de estradas para o interior do Estado, com objetivo de preservar a mata atlântica, e também proteger o ouro de Minas Gerais dos corsários e contrabandistas. Com a medida Dom João V relegou a Capitania do Espírito Santo a um século de esquecimento.

E estudando mais profundamente o fato, a filósofa viu que na época dessa proibição a Capitania possuía território praticamente desocupado, exceto em pontos isolados do litoral. A inexistência de vilas no interior era outro fator que justificava a não construção de estradas, pois não haveria um dispositivo econômico que sustentasse as obras. Ao constatar isso, a filósofa seguiu para outro caminho: tentar compreender a razão da não ocupação do solo.

A trilha levou a escritora para uma guerra longa e sangrenta entre colonos e indígenas. Ela estudou as tribos indígenas do Brasil, e viu que o estabelecimento dos Tupi ao longo da Costa Atlântica, aconteceu pouco antes da chegada dos portugueses. Uma migração de Tupi invadiu o domínio Tapuia (no século XVIII, tapuia significava qualquer indígena de um grupo que não se integrava nas comunidades portuguesas, nem adotava o modo de vida tupi-guarani. Eles não falavam a mesma língua e continuavam avessos à civilização), expulsando-os para o interior e estabelecendo o domínio unificado pela língua Tupi-Guarani.

A tupinização dessas tribos permitiu a unificação do Brasil, na medida em que facilitou o acesso português. Os que não eram Tupi, ao contrário, eram considerados Tapuias, e a respeito deles circulavam os relatos mais assombrosos e imaginários: seriam os Tapuias os mais ferozes, antropófagos e de organização mais primitiva. Acontece que eram os tapuias que habitavam a maior parte do território capixaba. Eram falantes de línguas Macro-Gê: Goitacaz, Aimoré, Botocudo e Puri. Existiam também os Tupiniquim que eram Tupi e que viviam em constante guerra com os Tapuias.

É somente com a vinda dos jesuítas, trazendo o processo de catequese, que se torna possível a continuidade do processo de colonização. Até o início do século XIX, os colonizadores ainda lutavam para ocupar o território da Capitania, resistindo ainda em vilas litorâneas. É somente com a chegada dos imigrantes europeus, no final do século XIX, que nosso solo será efetivamente ocupado.

Na contra-capa do livro de Mosé há um trecho da obra Raízes de Brasil (1963), de Sergio Buarque de Holanda, onde ele chega a afirmar que esse hiato tapuia no litoral predominantemente tupi, provocou o desprezo da Coroa Portuguesa que não tinha interesse em investir em território de língua desconhecida. O Espírito Santo, assim como o Sul da Bahia, compunham as terras que configuravam esse hiato.

Uma das coisas que mais impressionou a filósofa foi a dificuldade que o domínio branco teve de se estabelecer aqui. Somente com a chegada dos imigrantes europeus, na segunda metade do século XIX, a população branca suplantou a indígena e a negra. A colonização do solo Espirito-santense foi lenta e tardia. Estivemos, desde o início, isolados do resto do país, fator que se reflete até hoje na subjetividade capixaba.

A escritora completa:

este isolamento quase nunca é discutido, analisado, e, quando é, parte de uma hipótese que nos coloca como passivos desprivilegiados pela coroa portuguesa; falo da interpretação corrente de que estivemos afastados do fluxo econômico e cultural do resto do país para servir de barreira de proteção às Minas Gerais. Mas esta proibição, de construir estradas para o interior, que de fato aconteceu, não pode, por si só, responder pelo vazio a que ficamos relegados. Quando a proibição aconteceu já estávamos isolados, despovoados, sem uma atividade econômica que justificasse a construção de uma estrada. Talvez a Capitania do Espírito Santo seja a representante da maior resistência indígena em solo brasileiro.

Fonte: JusBrasil

Sobre Viviane Mosé:

É capixaba e vive no Rio desde 1992. É psicóloga e psicanalista, especialista em “Elaboração e implementação de políticas públicas” pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora do livro Stela do Patrocínio -Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, publicado pela Azougue Editorial e indicado ao prêmio Jabuti de 2002, na categoria psicologia e educação. Organizou, junto com Chaim Katz e Daniel Kupermam, o livro Beleza, feiúra e psicanálise (Contracapa, 2004). Participou da coletânea de artigos filosóficos, Assim Falou Nietzsche (Sette Letras, UFOP, 1999). Publicou em 2005, sua tese de doutorado, Nietzsche e a grande política da linguagem, pela editora Civilização Brasileira. Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.

Como poeta, publicou seu primeiro livro individual em Vitória, ES, Escritos, (Ímã e UFES, 1990). Publicou, no Rio, Toda Palavra, (1997), e Pensamento Chão ( 2001), ambos reeditados pela Record em 2006 e 2007. E Desato (Record, 2006). Participou em 1999 do livro Imagem Escrita (Graal, 1999), coletânea de artistas plásticos e poetas, em parceria com o artista plástico Daniel Senise. Seus poemas foram tema da Coleção Palavra, de estilistas de Oestudio Costura, que desfilou no Fashion Rio de 2003. É autora dos textos poéticos da personagem Camila no filme Nome Próprio de Murilo Salles, (2008). Tem alguns de seus poemas musicados, é parceira da cantora Mart’nália em duas músicas, “Contradição” e “Você não me balança mais”, que foram gravadas por ela e por Emílio Santiago, em seu último disco. Participou de diversos eventos de poesia como a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, Feira do Livro de Fortaleza, Feira do Livro de Porto Alegre, Festival de Inverno de Ouro Preto, Festival de Teatro de São José do Rio Preto, Rio Cena Contemporânea, Festival Carioca de Poesia, Bienal Internacional de poesia de Brasília, entre outros.

Atualmente é sócia e diretora de conteúdo da Usina Pensamento e apresenta diariamente na Rádio CBN, junto com Carlos Heitor Cony e Artur Xexéu, em um dos programas de maior audiência da rádio, o Liberdade de Expressão. Ao mesmo tempo, como palestrante e consultora, dedica-se a pensar os desafios das novas lideranças e as novas relações de trabalho na sociedade do conhecimento.

Viviane Mosé na II Semana de Psicologia: Diálogos na Multiplicidade

Será na Sexta-feira, 13 de agosto de 2010 às 15:30 no Auditório IC4 (Centro de Educação). Participarão da exposição e do debate o Prof. Dr. Nelson Antônio Alves Lucero (Departamento de Psicologia-UFES) e o Prof. Dr. Luiz Cláudio Ribeiro (Departamento de Ciências Sociais-UFES).

Curso de Psicologia da UFES discute sobre acesso, permanência e função social da Universidade

 

 

Acesso ao ensino público superior, vestibular, permanência e função social da universidade serão temas de discussão na II Semana de Psicologia: Diálogos na Multiplicidade. Baseadas no tripé ensino, pesquisa e extensão, as universidades públicas não só realizam a formação profissional de ensino superior como produzem conhecimento através de pesquisas realizadas em âmbito de prós-graduação strictu sensu  (mestrado e doutorado) e de projetos de iniciação científica (pesquisa realizada por alunos de graduação durante um tempo específico).

Além disso, os programas de extensão universitária constituem-se como meios de aplicação do ensino ministrado nos cursos de graduação, e aproximação dos alunos à comunidade. Contudo, pensando a universidade como um órgão mantido por financiamento público, como tem se dado esta relação universidade-sociedade? Quais tipos de acesso a universidade tem ofertado à população? Como o conhecimento produzido academicamente tem retornado àqueles que o financiam? Essas e outras questões serão abordadas na terça-feira, 10 de agosto de 2010 às 13h numa conversa intitulada “Acesso, permanência e função social da universidade” sob a preleção de Roberta Sperandio Traspadini (Estácio de Sá e FAESA) [a confirmar] no Auditório Interno do CEMUNI VI (Próximo ao Cine Metrópolis).

II Semana de Psicologia da UFES promove mini-curso sobre Neurociência

Importante, polêmico, complexo e bastante atual, o tema Neurociência tem sido bastante discutido dentro e fora da comunidade científica por seus estudos, contribuições e também pontos de discordância, como qualquer ciência. É bastante comum que as pessoas não tenham uma ideia muito clara sobre o que seja a Neurociência, embora esse nome pareça levar a um raciocínio relativamente simples “um estudo sobre o cérebro ou sobre mente”, o que de certa forma não esta incorreto. Entretanto um universo de vertentes pode ser encontrado dentro da área neurocientifica.

Neurociência então, é um conjunto de estudos científicos acerca do sistema nervoso humano em múltiplos níveis de análise de seu funcionamento. O nível de analise pode ser entendido como a vertente do estudo sobre as funções cerebrais. Alguns exemplos são os níveis: molecular (organização do tecido cerebral), neuroquímico (funcionamento de substancias químicas como neurotransmissores), genético (mecanismos de gene e hereditariedade), comportamental (formação de comportamento) e cognitivo, este ultimo engloba aspectos como memória, atenção e aprendizagem. Na coordenação deste tipo de trabalho encontram-se os Neurocientistas.

O neurocientista é um profissional com formação multidisciplinar, podendo ter formação superior em biologia, medicina, biomedicina, farmácia, psicologia, física ou engenharia. Não existe atualmente uma graduação em Neurociências especificamente. O profissional da área geralmente trabalha em áreas como atendimento em clinica, hospitais e pesquisas de laboratório.

No decorrer dos anos de pesquisa vários achados ajudaram a elucidar a influência de determinadas partes do cérebro no comportamento, na personalidade e no aprendizado. Por exemplo, sabemos hoje que o córtex frontal, também conhecido como lobo frontal tem como parte de suas funções modular e controlar nossos impulsos, assim como mediar decisões a partir das informações oriundas do ambiente.

As descobertas feitas pela Neurociência acerca do papel do cérebro em nossas emoções, personalidade e sentimentos profundos como amor e medo, servem como evidências que podem nos ajudar a compreender um pouco mais sobre o que nos torna humanos.

O tema será abordado em dois momentos da II Semana de Psicologia, ambos na quarta-feira, 11 de agosto de 2010: às 8h no Auditório Interno do CEMUNI VI (Próximo ao Cine Metrópolis) - Mini-curso* (40 vagas) intitulado “Neurociências como Ferramenta para o Desenvolvimento”, ministrado pelo Prof. Dr. Athelson Stefanon Bittencourt (Departamento de Morfologia-UFES) e pela Profa. Dra. Ana Paula Santana de Vasconcellos Bittencourt (Departamento de Ciências Fisiológicas-UFES); e às 15:30h no Auditório IC4 (Centro de Educação) -  Mesa Redonda com o título “Neurociências e Psicologia: articulações e distanciamentos” na qual participarão o Prof. Dr. Athelson Stefanon Bittencourt (Departamento de Morfologia-UFES), Profa. Dra. Luciana Vieira Caliman (Departamento de Psicologia-UFES), Profa. Dra. Mariane Lima de Souza (Departamento de Psicologia Social e do Desenvolvimento-UFES) e Dr. Sérgio Wermer Baumel (Médico Neurologista, Graduando em Psicologia-UFES). Não fique de fora: participe!

*Detalhe importante: Para participar do mini-curso é necessária uma inscrição prévia a ser realizada entre os dias 02 e 06 de agosto de 2010 (somente nos horários de 10h-12h e 17h-19h) no PET Psicologia (localizado no CEMUVI VI, próximo ao Cine Metrópolis). Vagas limitadas (40 vagas).

Conheça um pouco mais sobre Neurociência! Acesse:
- Laboratório de Neurociências da Faculdade de Medicina da USP
- A Neurocientista de Plantão Suzana Herculano-Houzel

Luta Antimanicomial será tema de conversa na II Semana de Psicologia da UFES

No dia 18 de maio de 2010 o Movimento Antimanicomial brasileiro completou 23 anos. Numa verdadeira luta por uma sociedade sem manicômios, o movimento vem ganhando forças e alcançando excelentes resultados na defesa pela vida e pelo respeito à diferença.

O movimento será tema de conversa na quarta-feira, dia 11 de agosto na II Semana de Psicologia: Diálogos na Multiplicidade. Na ocasião participarão desta conversa  José Anézio Fernandes do Vale, graduando em Psicologia pela UFES, Eduardo Torre, Coordenador do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Moxuara e, à confirmar, Eliana Martins Marcolino, Doutora em Comunicação Social Universidade Metodista de São Paulo.

O Movimento Antimanicomial tem o dia 18 de maio como data de comemoração no calendário nacional brasileiro. Esta data remete ao Encontro dos Trabalhadores da Saúde Mental, ocorrido em 1987, na cidade de Bauru, no estado de São Paulo. Na sua origem, esse movimento está ligado à Reforma Sanitária Brasileira da qual resultou a criação do Sistema Unico de Saúde – (SUS); está ligado também à experiência de desinstitucionalização da Psiquiatria desenvolvidas em Gorizia e em Trieste, na Itália, por Franco Basaglia nos anos 60.

Como processo decorrente deste movimento, temos a Reforma Psiquiátrica, definida pela Lei 10216 de 2001 (Lei Paulo Delgado) como diretriz de reformulação do modelo de Atenção à Saúde Mental, transferido o foco do tratamento que se concentrava na instituição hospitalar, para uma Rede de Atenção Psicossocial, estruturada em unidades de serviços comunitários e abertos.

Segundo os estudos do Dr.Paulo Amarante, coordenador do livro Loucos Pela Vida: a Trajetória da Reforma Psiquiátrica no Brasil, a reforma psiquiátrica é um processo complexo, pode-se registrar como evento inaugural, desse movimento, a crise institucional vivida pela Divisão de Saúde Mental do Ministério da Saúde, (DINSAM) na década de setenta.

Política pública de saúde mental é um processo político e social complexo, composto de participantes, instituições e forças de diferentes origens que acontece em diversos territórios. É um conjunto de transformações de práticas, saberes, valores culturais e sociais, e é no cotidiano da vida das instituições, dos serviços e das relações interpessoais que o processo da política avança, passando por tensões, conflitos e desafios.

Nos séculos passados, quando ainda não havia controle de saúde mental, a loucura era uma questão privada onde, as famílias eram responsáveis por seus membros portadores de transtorno mental. Os loucos eram livres para circulação nos campos, mas, nem tudo eram flores. Eles também eram alvo de chacotas, zombarias e escárnio público.

Com o passar dos anos, começou então a discussão e luta pela implantação de serviços de saúde mental no Brasil. Foi ai então que surgiram as primeiras instituições, no ano de 1841 na cidade do Rio de Janeiro, que era um abrigo provisório, logo após surgirem outras instituições como hospícios e casas de saúde. Somente agora no final do século XX é que a militância por serviços humanizados consegui às primeiras implantações de Centros de Atenção Psicossocial os CAPS .

Foi em 2001 que a Lei Paulo Delgado foi sancionada no país. A Lei redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.

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